Bleeding nose
Era recém uma graduanda em jornalismo naquela emoção toda de entrevistar uma personalidade de renome. Um verdadeiro medalhão. Há pouco tinha ganho de presente um gravador, daqueles das fitinhas pequenas, que captam tudo o que está ao redor.
Sâmia Frantz foi entrevistar Fabiano Peçanha, já consagrado atleta gaúcho.
O palco: a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Mais exatamente na rua, onde passavam veículos a todo instante, pessoas caminhando (muitas com pressa, diga-se) e todo o tipo de movimentação possível das redondezas de uma instituição de ensino superior.
O gravador brilhava. Cheirava a novo. Aquele odor característico de objetos que recém foram retirados da embalagem. Hmmmm. Era o gravador novinho, sendo estreado com Peçanha. O entusiasmo, então... Sorriso de orelha a orelha no rosto da alemoa de Santa Cruz.
Iniciante, Sâmia contava com auxílios. Um bom papel com perguntas para o entrevistado veio a calhar.
Mas nem tanto.
O amigo papel resolveu virar inimigo. Usando de técnicas que passaram desde ao alongamento profissional até ao empinamento de gravador (que não chegou a ser suficiente, visto a diferença de tamanho entre o atleta e a nossa amiguinha), Sâmia teve que juntar as perguntas que, por obséquio, resolveram debandarem-se até o chão.
A perfeição da entrevista só não se obteve devido a um golpe que, cremos, até Mike Tyson tem inveja. Segurando a punho firme o brilhante gravador enquanto juntava seu papel, Sâmia proferiu um verdadeiro upper contra Peçanha quando tentou a voltar a posição de origem.
- Aiiiiiii. - grasnou o atleta.
Caiu o papel. Juntou. Subiu. Soc!
Ao escutar a entrevista, nossa então novata percebeu outro detalhe. Uma moto.
Vrrmmmmmmm...
Em breve, a lista de insultos que essa grande jornalista proferiu a este nobre cavalheiro.
- Postado por: Ronan Dannenberg às 18h51
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O horário é ruim
Nada como uma boa pelada (em todos os sentidos).
Jeison, editor de Política do Jornal NH, me fez a pergunta e o convite.
- Tu jogas futebol?
- Sim.
- Nós jogamos todas as quartas [N.doE.: na verdade não lembro a data]. O horário que é ruim: da meia-noite à 1 hora.
Bacana. Pena o horário e o local: Novo Hamburgo. Terra que, ainda, é distante para este nobre cavalheiro.
É o futebol. Movimentador de nações, de milhões de pessoas. Eu jogava constantemente, com mais efusão na escolinha do amado Pinheiros, de Taquari ("Pinhêro, Pinhêro!"). Passando pelas peladas em Vendinha e pelo Compacto. Agora, ocioso e entrevado pela pança já deveras saliente. Da última vez, quase coloquei os bofes para fora. Infarto? Quase.
Devo retomar isso. O ritmo futebolístico. E dele rumar para os caminhos vindouros de outrora. Fazer o que gosto e não só o que preciso. Cantar, escrever, ouvir, ler, viajar, passear, navegar. Só que o horário é ruim, também.
- Postado por: Ronan Dannenberg às 18h46
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