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|Ronan Dannenberg| Repórter, músico, crítico, pensador e gremista. Planejo, estudo e enrolo. Namoro. Roupa preta, sorvete, Rock 'n' Roll, dinheiro, espelhos, futebol, mulheres, amigos(as), conversa com fundamento, conversa sem fundamento, sexo, Heavy Metal, compras, internet, anjos e frio. Nunca estou satisfeito com nada e procuro sempre o melhor, por mais que eu não procure fazer nada para alcançar isso. BRASIL, Homem |
Estava quente aquele dia e ele não hesitou em comprar uma Pepsi Light Lemon para se refrescar. Usou a comodidade. Antes de entrar no tremsurb da Estação São Leopoldo, foi no pequeno balcão e adquiriu sua bebida. Entrou no trem, mosrando combinância em seu sapato marrom-laranja e sua camisa (de mangas arregaçadas) da mesma cor. A sua pasta até combinava com a calça, ambas marrons em tons mais escuros, mas idênticos. Sentou-se só e bebeu sua Pepsi. Com canudinhos. Ele, de certa forma, chamou atenção de todos. Mas, em especial, de dois guris sentados próximos, do lado oposto.
- É ele - disse um, o de boné.
- Não é não - cochichava o outro.
E nessa lenga-lenga ficaram enquanto o rapaz continuava a beber sua Pepsi, porém, dando leves olhares a dupla juvenil.
- Tem que ser ele - insistia o de boné.
- Capaz, cara - retrucava o outro.
Estávamos quase chegando na Estação Unisinos quando o rapaz, já não se agüentando, entooa sua identidade para que todos do vagão pudessem ouvir.
- Sim! Eu sou o Frank Jorge!!!
- Viu!!! Te disse que não era ele! - confirmou o sem boné.
Na expressão de Frank, o carimbo de "que foi que eu fiz?".