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|Ronan Dannenberg| Repórter, músico, crítico, pensador e gremista. Planejo, estudo e enrolo. Namoro. Roupa preta, sorvete, Rock 'n' Roll, dinheiro, espelhos, futebol, mulheres, amigos(as), conversa com fundamento, conversa sem fundamento, sexo, Heavy Metal, compras, internet, anjos e frio. Nunca estou satisfeito com nada e procuro sempre o melhor, por mais que eu não procure fazer nada para alcançar isso. BRASIL, Homem |
Em meus plenos 22 anos (quase 23), já me sinto uma véia. Não suporto com o mesmo entusiasmo dois shows em seqüência. Cansativo, mas vale a pena.
O loirão mostrou um grande show no Opinião. Mas os detalhes eu deixo pros especialistas... em breve, no HeavyRS.com.
Pelo que se vê, foi até bom que essa galera não tenha vindo para cá...
Tribuzy movimenta SP e MG com convidados
Sílvia Yoshida
da Folha Online
Participações especiais, improvisos, fúria dos fãs... Os três shows do Tribuzy Execution Tour, realizados no último fim de semana em São Paulo e Belo Horizonte, tiveram de tudo um pouco no palco do Credicard e do Chevrolet Hall.
Como o próprio Renato Tribuzy já havia declarado, as apresentações seriam, na verdade, uma grande "jam", com músicos do gabarito de Roland Grapow, Kiko Loureiro e Andreas Kisser, por exemplo, dividindo o palco com lendários vocalistas como Bruce Dickinson e Ralf Scheepers. A maior parte do público, no entanto, parece ter se esquecido desse detalhe e encarado a tour como um mini-show do Iron Maiden.
O resultado dessa "confusão" deu mostras já na sexta (11), quando aconteceu a primeira apresentação, em São Paulo. Jeff Scott Soto mal havia subido ao palco para o show de abertura quando a fúria dos fãs de Dickinson apareceu na forma de vaias, dedos médios levantados e muita chiadeira.
O músico (que já trabalhou com Yngwie Malmsteen e no Talisman) e sua banda, ambos excelentes tecnicamente, mereciam mais respeito. Mesmo assim, continuaram uma apresentação longa com direito a outros dedos levantados em resposta, danças à la Michael Jackson, camisa do Brasil e um pout-pourri bizarro, que misturou "Macho Man", "Play That Funky Music" e "Stayin' Alive".
Enquanto isso, a galera não parava de berrar "olê, olê, olê, olê, Bruce, Bruce". Quando Renato Tribuzy iniciou, de fato, a apresentação de "Execution", seu álbum lançado em abril, os ânimos ficaram mais contidos. O jovem músico brasileiro mostrou que tem futuro e cacife para domar o público.
O show começou com músicas do disco, como "Agressive", "Forgotten Time" e "Divine Disgrace". Logo, o primeiro convidado foi chamado: Kiko Loureiro, do Angra. A ele, seguiram-se Mat Sinner e Ralf Scheepers que levantaram o público com "Nature of Evil", do álbum de Tribuzy, e "Final Embrace", do Primal Fear.
O grande astro da noite, entretanto, era mesmo Dickinson. O vocalista do Iron Maiden entrou com "Tears of the Dragon", de sua carreira solo, e fez os fãs cantarem em coro. Mas, se nas músicas do grupo de heavy metal britânico, como "Be Quick or Be Dead" e "The Evil That Men Do", o músico sabia em que terreno pisava, em "Beast in the Light", canção que gravou com Tribuzy para o "Execution", Dickinson precisou ler a letra na mão --a cena repetiu-se nas noites seguintes.
Em certo ponto do show, o improviso passou a dar o tom. Chris Dale, Roy Z e Roland Grapow surgiram no palco do nada --e, em algumas músicas, havia até cinco guitarristas e dois baixistas tocando ao mesmo tempo. Nada disso, no entanto, atrapalhou o andamento da apresentação, fechada com "Bring Your Daughter... To The Slaughter" cantada e tocada por todos os convidados especiais.
No show de sábado (12), também em São Paulo, os fãs ganharam um bis e uma surpresa extra: foi preciso uma reapresentação de "Nature of Evil", para o DVD gravado durante a tour, e Dickinson arriscou tocar bateria.
O saldo negativo ficou por conta do desrespeito e do baixo comparecimento do público. Culpa da divulgação ou do feriado prolongado, o fato é que apenas cerca de 2.000 pessoas estiveram presentes em cada noite, número muito aquém do que Tribuzy, Dickinson, Grapow, Scheepers e companhia merecem.
Em casa de vó é assim: se sabes que vais para lá, deves ficar em jejum durante uma semana antes.
Sem voz
Os primeiros 45 minutos vistos no Olímpico me deixaram sem voz, obviamente. Que horror. Resultado: não somos mais líderes e estamos com a corda no pescoço, novamente.
Como é difícil...