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|Ronan Dannenberg| Repórter, músico, crítico, pensador e gremista. Planejo, estudo e enrolo. Namoro. Roupa preta, sorvete, Rock 'n' Roll, dinheiro, espelhos, futebol, mulheres, amigos(as), conversa com fundamento, conversa sem fundamento, sexo, Heavy Metal, compras, internet, anjos e frio. Nunca estou satisfeito com nada e procuro sempre o melhor, por mais que eu não procure fazer nada para alcançar isso. BRASIL, Homem |
Na última terça-feira, Vitor Necchi, meu professor de Redação Jornalística III, fazia mais um de seus comentários contra a Martha Medeiros. E com razão. Até acho divertido o que ela escreve. No entanto, como o próprio Vitor salientou, é tudo raso.
E ela recebeu a oportunidade de um meio poderoso como a RBS que pegou em sua mão e disse: "tu és boa e vamos te colocar no estrelato". Pronto. É isso que todos precisam: a tal da oportunidade.
Já se foram os tempos onde o talento era o que bastava para ser alguém bem sucedido e aquelas porras de clichês que falamos por aí. Hoje se fala em padrinhos, dinheiro, uma fonte provedora bancando alternativas para que possamos ter, pelo menos, um modo decente de sobrevivência.
Querem exemplo? Medicina. Quem faz isso? Filho de médico. Ou, no máximo, quem tem grana e tempo de soooooobra. Imagina eu, por mais que quisesse, fazendo medicina. Trabalho mais do que oito horas diárias para poder ganhar meu pãozinho de todas as manhãs. Além de abandonar o trabalho, teria que deixar meu site e outros projetos de lado e assaltar bancos quinzenalmente para poder, um dia quem sabe, sair com um diploma que me desse autorização de cortar humanos.
É pífio! Até para curso superior precisamos de oportunidades. Se não fosse a padrinha RBS, Martha Medeiros, talvez, estaria em pior situação do que eu, que escrevo muito melhor do que ela, mas vivo numa merda que ela não imagina.
Ah, mas falam em cotas para negros, em bolsas estudantis...
O negócio é: seqüestrar a maldita Martha e fazer a óbvia questão: "como é que tu conseguiu, ô filha da puta?".
A falta de responsabilidade tanto do poder público com da sociedade fazem que fatos como este aconteçam. Na manhã de hoje, presenciei um atropelamento de um cão vira-latas. Ao sair do prédio onde moro, deparei-me com o incidente. O cão deu um doloroso e triste grito antes de torcer-se e cair por completo para a morte eterna. Um morador também viu o fato e ficou observado o cão estirado no asfalto. O caminhão nem parou. Um triste fim para uma cena que eu não gostaria de ver.
Cães de rua são amigos. Mas nós não somos amigos deles.