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|Ronan Dannenberg| Repórter, músico, crítico, pensador e gremista. Planejo, estudo e enrolo. Namoro. Roupa preta, sorvete, Rock 'n' Roll, dinheiro, espelhos, futebol, mulheres, amigos(as), conversa com fundamento, conversa sem fundamento, sexo, Heavy Metal, compras, internet, anjos e frio. Nunca estou satisfeito com nada e procuro sempre o melhor, por mais que eu não procure fazer nada para alcançar isso. BRASIL, Homem |
Vejam que coisa louca: por mais que haja a demanda de problemas, injustiças, corrupção e demais falcatruas que assombram nosso país, eles continuam sendo felizes.
Quem é o mais afetado com isso tudo? O povo. Quem reclama com mais eficácia e de maneira mais efusiva? A mídia. A mídia não é o povo. E o povo não sai às ruas.
Ah, mas vão citar-me exemplos de passeatas, manifestações, greves e afins. Até os caras pintadas, na época do Collor. Mas o povo mesmo, aquele que realmente sofre, que vive na miséria, embaixo da ponte, nas favelas, este não reclama.
Pelo contrário. Por mais que nós caminhemos pelas ruas de lugares pobres ou nos deparamos com cenas ao vivo e a cores (não pela mídia, que força), não conseguimos ver tristeza. Vemos um marasmo de miséria e fome, de dificuldades e de exclusão. Contudo, felicidade não falta.
Como repórter, é fácil perceber o quanto os pobres são felizes. São humildes, quase que nômades, não dependem de nada e vivem com o que podem. Não precisam se estressar com Imposto de Renda e alta do dólar. Não estão nem aí se o preço da gasolina subiu ou se Londres sofreu mais um ataque terrorista.
O Mensalão pode estar sendo alvo de todas as críticas. Menos dos pobres, os mais afetados.
Em tempos que ficamos em casa convivendo com o tédio e com um Super Nintendo emprestado, por motivos que limitam-se a dificuldade financeira que se submete perante (e inclusive) a alma deste nobre cavalaheiro, também há tempo para ver TV. E lá dei a sorte de rever o que fazia muuuuuuuuito tempo que não via: Sílvio Santos.
Dois programas assisti: Family Feud, que é um jogo de família contra família típico norte-americano, e Roda a Roda, que trata-se do tradicional Roletrando, só que com adendos e patrocinadores de peso.
Me diverti pacas. Sílvio Santos tem a aura única de tirar sarro dos participantes dos programas, fazer o auditório participar de uma forma tragicômica e ainda ser sarcástico na hora certa.
Enfim, ao mesmo tempo que tive oportunidade de rever esse ícone da TV nacional, fiquei pensando o que será da mídia quando ele morrer? Imagina se colocam o Gugu no lugar dele? Credo!
Como nos deparamos com o futuro incerto, o melhor mesmo é chamar o intervalo comercial. "Lombardi, é a sua vez!"
O fim de ano metálico promete. São vários os eventos que acontecerão e espero estar em quase todos, senão todos!
A partir do segundo semestre, teremos After Forever, Stratovarius, Judas Priest, Whitesnake, entre outros. Ainda resta a confirmação do Live 'n' Louder Rock Fest também ser realizado em Porto Alegre, aí com Scorpions, Nightwish, Rage, Dr Sin, Shaaman, Testament, entre outros, e a vinda do Gamma Ray, em novembro, para a capital gaúcha.
Contudo, já no dia 2 de agosto, encontrarei um dos vocalistas que mais admiro. Edu Falaschi, frontman do Angra, fará workshop em Novo Hamburgo. E lá vai este nobre cavalheiro entrevistar uma de suas influências.
Segundo semestre promete...
A medida que me esforço em apertar os dígitos do teclado com certo sono e muita fome, estou encarnado em mudar hábitos em prol de uma saúde estética. Jamais imaginei ficar dessa forma. Então, algo precisa ser feito.
Barriga: um problema que não preocupa tanto os homens. Uma barriga, para um homem, pode até ser sinônimo de astúcia, força, raça e masculinidade. Isso até chegar a primeira pessoa a dizer:
- Você tá gordo, hein?
Eis o caos consumado. E eis que tomarei providências. Não sei se é possível chamar de dieta. Deixarei de comer algumas coisas, mas não em quantidade. Comerei o mesmo em volume, mas determinado cardápio não entra na lista.
Sofrível? Sim, mas não pelo lado da fome, que espero não passar. O problema é deixar de ingerir guloseimas tão... ahn... gostosas e saborosas em troca da possível não visualização dos meus próprios pés muito em breve.
E nessa lista vai sorvete, pão, mumu, leite condesado, Nescau, enfim... tudo que gosto só poderá ser degustado com os olhos.
São sacrifícios necessários. Bom, nem tanto. Maldita consciência.